sábado, 14 de julho de 2018

Cinema e música pt. 2

Boa noite. Dando sequência a série iniciada no dia 01/09/2016, hoje volto a comentar sobre a questão dos maiores ramos do entretenimento atualmente, o cinema e a música. Como disse na parte 01, abordarei diversos filmes, cronologicamente, divididos em quatro partes. 

Hoje apresento um filme de 2005 e outros três de 2007, três deles com roteiro ligados diretamente à música, uma vez que retratam em suas histórias a vida de determinados artistas, como Johnny Cash, Bob Dylan e algumas interpretações da música dos Beatles. 

Além disto, faz-se interessante notar, que vou colocar cada filme com o nome adotado no Brasil, bem como seu título original, contando ainda com a nota constante no IMDB (Internet Movie Database), o qual é a maior base de dados sobre cinema e televisão.

Desta maneira, vamos ao ano de 2005, com “Johnny & June” (Walk the Line - 7,9). Teoricamente, Johnny não precisa de muita introdução, uma vez que seu nome é conhecido mundialmente. Ou seja, estamos aqui falando de Johnny Cash, ou ainda, "o homem de preto", nada mais do que uma das maiores estrelas do country/blues/folk mundial.

Este filme claramente possuí uma base incrível na história real do Homem de Preto, uma vez que é baseado em sua própria auto-biografia, retratando sua vida desde a infância, no Arkansas, nas fazendas de algodão, em que cresceu ajudando os pais, até a sua ascensão com a Sun Records. Ainda, mostra sua relação com diversos artistas famosos da época, como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. E claro, além disto, toda a sua trajetória para conquistar o maior amor de sua vida, June Carter.

Nota: Oscar de Melhor Atriz (Best Performance by an Actress in a Leading Role) para Reese Witherspoon (June Carter).


Johnny & June.

O próximo filme, de 2007, trata sobre os rumores da vida de Bob Dylan. “Não Estou Lá” (I'm Not There - 7,0), retrata seis pessoas diferentes, sendo que cada uma delas, carrega uma característica diferente de Dylan - ator, cantor de folk, um trovador com muita energia, Rimbaud, Billy the Kid e Woody Guthrie.

Vemos nomes de peso o interpretando, como é o caso de Cate Blanchett, Chistian Bale, Richard Gere e Heath Ledger. Notando-se ainda que ambos, Bale e Blanchett não cantaram no filme, sendo usadas as vozes de John Doe, Mason Jennings e Stephen Malkmus.

Não Estou Lá.

Continuando em 2007, vem “Across the Universe” (Across the Universe - 7,4), com um doce romance, retratado nos anos 60, durante turbulentos anos de guerra e protestos contra as mesmas, problemas com discursos e direitos humanos e civis.

Aqui há o retrato de amor de Lucy e Jude, os quais são vistos em companhia de outros nomes famosos nas canções dos Beatles, como Jo-Jo e Prudence. Além de contar com uma trilha sonora maravilhosa, repleta de músicas dos Beatles, interpretada por seus atores, inclusive Dana Fuchs (um dos melhores covers de Helter Skelter que eu já vi!).

Across the Universe

E, por último, também de 2007, contando com a voz única e marcante de Eddy Vedder em sua trilha sonora, “Na Natureza Selvagem” (Into the Wild - 8,1). Este filme é baseado na obra literária homônima, escrita por Jon Krakauer e possuí direção de Sean Penn.

A história é baseada em fatos reais, na vida de Christopher McCandless, que busca um sentido para a sua vida, doando suas economias e indo viver no Alasca, percorrendo o caminho basicamente à pé ou de carona, encontrando assim, diversas pessoas, que vão moldando a sua vida e seu pensamento. Possuindo ainda, uma das frases mais marcantes de todo o cinema - "A felicidade só é real quando compartilhada".

Na Natureza Selvagem





terça-feira, 19 de junho de 2018

Autoral - The Faceplants.

De fato, tem sido difícil - e quase inegável - o quão árduo está sendo passar por esse ano, em crer em um futuro para a música sem a sua banda favorita completa. Onze meses se passaram desde que o Chester nos deixou. Onze meses de confusão, sentimentos variados e uma pausa na escrita. 

Mas, está na hora de voltar e, a cada dia mais, agarrar à música como um fator de recuperação, como algo que agrega e levanta, principalmente, como fonte de esperança, felicidade e boas lembranças. 

Hoje aproveito para trazer para vocês a banda canadense The Faceplants, que é formada por Dan Botch (vocais), Garrett Ward (guitarra), Graham MacKinnon (piano/teclado), Paddy Spencer (bateria) e Chris Wong (baixo). Originalmente de Vancouver, eles trazem um som com um completo diferencial para a cena pop/rock atual. 

Além da qualidade musical, minha atenção é movida para alguns aspectos. O primeiro é bem importante, principalmente pelo fato de serem uma banda sem uma gravadora, com um material de qualidade gigantesca, e não digo isso só no quesito musical, mas também no quesito visual. Os vídeos por eles lançados são realmente bons (nisso eu incluo qualidade de gravação, a "história" do vídeo, etc), batendo de frente com muita banda grande por ai. 

Outro aspecto é o contato com o público que os cerca. Hoje em dia, há muito ego e pouco compartilhamento, e é justamente com relação a eles que eu vejo a diferença. Eles tem interesse em compartilhar o dia-a-dia, conhecer as pessoas que os cercam e ouvem suas músicas e, talvez o principal, conectar-se com essas pessoas. 

E por último, é como a sua jornada está sendo conduzida de maneira rápida e efusiva, devido ao trabalho intenso e árduo desses meninos! As pegadas da banda logo se tornaram estrelas, uma vez que já estiveram no painel central da NASDAQ (principal bolsa de valores do mundo) em New York.

E 2018 ainda reserva um grande caminho pela frente. Apesar de já terem terminado de gravar o álbum de estreia (abril) e há pouco tempo seu último single "Unholy", a banda ainda tem pela frente uma tour pelo Canadá e EUA.   

English Version:

In fact, is has been hard - and almost undeniable - my struggle to get through this year, to believe in a future without my favorite band. It has been eleven months since Chester left us. Eleven months of confusion, mixed feeling and without writing. 

Although, it's time to get back at using music as some sort of therapy, recovery. As something that adds, raises, my personal source of hope, happiness, and good memories. 

Today, I would like to share a Canadian band The Faceplants, which is formed by Dan Botch (vocals), Garrett Ward (guitar), Graham McKinnon (piano/keyboard), Paddy Spencer (drums) and Chris Wong (bass). They're from Vancouver and bring us a whole new sound in the current pop/rock scenario. 

Besides the musical quality, they got my attention in some aspects. First of all, and very important, their videos are really good (including the recording quality, the plot). They are a band withou a record company (label), but their videos have high quality, not only in the musical aspects, but also in the visual ones. They compete with many big bands equally. 

Next, the proximity with the people who sorrounds them. Nowadays, there is a lot of ego and not too much sharing, and that's where I see the difference about them. They are insterest in sharing their day-by-day lives, getting to know people who listen to their songs and the most important point, connecting to them.

And lastly, it's about their journey, which is being conducted quickly and effusively, because of there boys' hard and intense work. Quickly the band's footprints became stars, once they were on NASDAQ panel in NYC. 

And 2018 still reserves a great way ahead. Although they have finished recording their debut album (April) and recently launched their last single "Unholy", the band still has a tour in Canada and USA. 

(Special thanks to Laís Seleme Melo, Mônica Piano and Fernanda Lorenzetti). 

Links de Acesso/Links:
Snapchat: @TheFaceplants


(Unholy)

(Who I Am Inside)

(Devil in a White Dress)

(Why)